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Bancos apoiam novas regras do FGC após decisão do CMN

Medidas reforçam segurança e evitam riscos no sistema

GAZETA BURITIS

24/04/2026 16h36 • Atualizado há 16 horas

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Bancos apoiam novas regras do FGC: foco em estabilidade e controle de riscos                                                                     

A Associação Brasileira de Bancos (ABBC) classificou como "oportuna e positiva" a decisão do Conselho Monetário Nacional (CMN) de endurecer as normas do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). As medidas visam aumentar a segurança do sistema financeiro, mitigando riscos e protegendo o investidor contra estratégias agressivas de instituições específicas.

                                                                   

O que muda com o "pacote de aperto"

O objetivo central é evitar o chamado risco moral: quando bancos assumem riscos excessivos confiando que o FGC (que garante até R$ 250 mil por CPF) cobrirá eventuais quebras.

                                                                   

As principais inovações incluem:      

  • Criação do Ativo de Referência (AR): Um novo indicador que mede a qualidade e a rapidez com que um banco consegue transformar seus ativos em dinheiro.
  • Limitação de Captação: Bancos que captarem muito dinheiro via FGC, mas possuírem ativos arriscados ou de difícil venda, deverão obrigatoriamente investir parte desses recursos em títulos públicos federais (ativos mais seguros do país).
  • Combate ao Crescimento Acelerado: A regra desestimula bancos de médio e pequeno porte de usarem taxas muito altas para atrair investidores sem ter lastro de qualidade.
  •                                                                    

Padrão Internacional e Liquidez

O CMN também alinhou o Brasil aos padrões globais de Basileia 3, ampliando as exigências de liquidez:

  1. LCR (Razão de Cobertura de Liquidez): Agora obrigatória também para bancos de médio porte. Exige que a instituição tenha caixa suficiente para sobreviver a um cenário de crise por 30 dias.
  2. LCRS: Uma versão simplificada para bancos menores, garantindo que todo o ecossistema esteja protegido.
  3. Cronograma Gradual: A implementação começa em 2027 (com 90% de conformidade), atingindo 100% no prazo final, permitindo que as instituições adaptem seus sistemas.
  4.                                                                    

Contexto: O Caso Banco Master

O endurecimento regulatório ganha força após a liquidação do Banco Master pelo Banco Central. O episódio serviu de alerta para o mercado: a instituição oferecia rendimentos acima da média para captar recursos, mas mantinha o capital preso em ativos de baixa liquidez e pouca transparência, o que inviabilizou o pagamento de compromissos.

                                                                   

Visão da ABBC: Para a associação, as novas regras equilibram o mercado ao criar uma ligação direta entre o volume captado e a qualidade do que o banco possui em carteira, preservando a solidez do sistema financeiro nacional.

                                                                   

Resumo das Garantias do FGC (Inalteradas)

  • Limite por CPF/CNPJ: R$ 250 mil por instituição.
  • Teto Global: R$ 1 milhão a cada período de 4 anos.
  • Objetivo: Proteger o pequeno investidor e evitar crises sistêmicas.