Fim da escala 6x1 pode atingir 37 milhões de trabalhadores com carteira assinada, diz governo
O total engloba quem trabalha acima de 41h semanais. Nova PEC prevê reduzir a jornada para 40h em até 14 meses e extinguir a escala 6x1.
G1
24/06/2026 13h33 • Atualizado há 23 horas

Esse contingente de trabalhadores representa 73,7% do total de 50,32 milhões de celetistas registrados no país. Na prática, este é o montante de pessoas que seriam diretamente afetadas pela Proposta de Emenda à Constituição (PEC) em debate no Congresso Nacional, que prevê a redução da jornada máxima permitida e o fim da escala 6x1.
Como se dividem as jornadas de trabalho no Brasil?
Os dados oficiais do governo detalham como está distribuída a carga horária semanal dos trabalhadores de carteira assinada atualmente:
- Mais de 41 horas por semana: 37,11 milhões de empregados;
- Entre 31 e 40 horas por semana: 9,24 milhões de trabalhadores;
- Entre 21 e 30 horas por semana: 2,16 milhões de pessoas;
- Até 20 horas por semana: 1,81 milhão de trabalhadores.
O andamento da PEC no Congresso
A Câmara dos Deputados aprovou recentemente a proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê a redução da jornada máxima de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais. O texto aprovado abre caminho para a extinção da jornada de 6 dias de trabalho por 1 de descanso (escala 6x1). A proposta agora segue para a análise dos senadores.
Pelo texto da PEC, a transição para a nova carga horária de 40 horas ocorreria de forma gradual em até 14 meses, dividida em duas etapas:
- Primeira etapa: Redução das primeiras duas horas em até dois meses após a promulgação da PEC.
- Segunda etapa: Redução das quatro horas restantes em até 12 meses após a conclusão da primeira fase.
Retirada de urgência pelo Executivo
Em paralelo à tramitação da PEC que está indo para o Senado, o governo federal retirou o pedido de urgência constitucional de um projeto próprio que tratava do tema enviado à Câmara dos Deputados.
A mensagem de retirada foi encaminhada ao Congresso nesta semana. Vale destacar que este projeto do Executivo é independente e não interfere no andamento da PEC que já foi aprovada pelos deputados e aguarda votação no Senado Federal.