Operação da PF mira funcionário da Caixa suspeito de facilitar assalto e esconder criminosos em Buritis (RO)
PF investiga funcionário da Caixa suspeito de repassar informações internas, alugar imóvel e esconder criminosos após tentativa de assalto em Buritis.
Gazeta Buritis
08/01/2026 19h08 • Atualizado há 1 semana
Segundo as autoridades, um funcionário do próprio banco é suspeito de atuar como “informante” e facilitador para o grupo criminoso.
Uma investigação da Polícia Federal revelou detalhes alarmantes sobre a tentativa de assalto a uma agência da Caixa Econômica Federal em Buritis, ocorrida em janeiro de 2025. Segundo as autoridades, um funcionário do próprio banco é suspeito de atuar como "informante" e facilitador para o grupo criminoso.
As investigações apontam que o servidor não apenas forneceu detalhes sensíveis sobre a rotina interna dos colegas e os valores disponíveis no cofre, como também teria alugado um imóvel para servir de base de apoio aos criminosos durante o planejamento da ação.
Operação e Prisões
Nesta quarta-feira (7), a Polícia Federal deflagrou uma operação para cumprir mandados de busca e apreensão nos municípios de Porto Velho e Buritis, visando coletar novas provas contra os envolvidos.
(Imagem ilustrativa)
O caso teve início ainda no ano passado, quando três indivíduos foram presos em flagrante nas imediações da agência logo após a tentativa de invasão. Naquela ocasião, o grupo não conseguiu acessar o compartimento principal de valores, mas fugiu levando:
Duas armas de fogo
22 munições O armamento pertencia à empresa de segurança privada que presta serviços ao banco. De acordo com a PF, foi o funcionário investigado quem indicou aos assaltantes a localização exata onde as armas eram guardadas.
Leia a matéria do caso clicando aqui: Ladrões furtam armas e rádio de agência da Caixa Econômica Federal em Buritis
Posicionamento da Instituição
Em contato com a Gazeta, a Caixa Econômica Federal informou que mantém um monitoramento contínuo de seus serviços e que coopera integralmente com as investigações. No entanto, o banco ressaltou que detalhes específicos sobre o caso são tratados sob sigilo.
A Polícia Federal segue analisando os materiais apreendidos nesta quarta-feira para identificar se houve a participação de outros servidores ou se o grupo planejava ataques a outras agências no estado.
