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SUS passa a disponibilizar novo teste gratuito para rastreamento de câncer colorretal

Exame FIT identifica sangue oculto nas fezes de forma precisa e sem dieta. Teste é voltado para pessoas de 50 a 75 anos.

Buritis Agora

17/08/2026 13h28 • Atualizado há 18 horas

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O Sistema Único de Saúde (SUS) deu um passo importante na prevenção do câncer no Brasil ao incorporar oficialmente em sua tabela de procedimentos o Teste Imunoquímico Fecal (FIT). O exame chega para modernizar o rastreamento precoce do câncer colorretal — o segundo tipo de tumor mais frequente no país, atrás apenas do câncer de pele não melanoma.

A medida visa diagnosticar lesões precursoras e tumores em estágios iniciais, aumentando significativamente as chances de cura e reduzindo a necessidade de tratamentos invasivos.

Como funciona o exame FIT?

Diferente do antigo teste de sangue oculto nas fezes, o FIT utiliza anticorpos específicos que reagens diretamente à hemoglobina humana. Isso traz grandes vantagens de praticidade e precisão para o paciente:


Sem restrição alimentar: Não é necessário fazer dietas restritivas antes da coleta (como evitar carne vermelha ou certas frutas).

Coleta simples: O material é coletado em casa pelo próprio paciente utilizando um pequeno kit fornecido pelo posto de saúde.

Alta sensibilidade: Apresenta precisão entre 85% e 92% na detecção de alterações.

Quem tem direito de realizar o teste?

A diretriz nacional define o público-alvo para o rastreamento com base nas recomendações do Ministério da Saúde:

  • Faixa etária: Homens e mulheres de 50 a 75 anos sem sintomas da doença.
  • Periodicidade: Recomendado a cada 2 anos
  • Encaminhamento: Pacientes com resultado positivo são encaminhados para a realização de colonoscopia, garantindo a continuidade do diagnóstico e tratamento.

Prevenção e atendimento na rede local

Para a população de Buritis e região, a recomendação das autoridades de saúde é procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima para solicitar orientação das equipes de Atenção Primária. A identificação precoce de pólipos e alterações no intestino é a forma mais eficaz de combater o avanço da doença.